Ao tentar tirar lições relevantes da Bíblia para as cidades contemporâneas, é bom entender a respeito de fazer comparações exatas. De acordo com Muitas cidades bíblicas facilmente se classificariam como os condomínios de hoje, tendo tido populações com menos de 3.000 de acordo com Ashcroft (1989). Algumas cidades não eram tão pequenas. A cidade de Nínive tinha uma população acima de 120 mil pessoas. Roma e Babilônia eram maior ainda como afirma.
Uma semelhança entre as cidades bíblicas e das atuais é a influência que as cidades bíblicas têm sobre as nações em que elas existem. Uma forma desta é a influência que têm sobre a religião de uma nação. Se as cidades são focos do paganismo, tais crenças podem facilmente se espalhar para todo o país. Cidades bíblicas também parecem ter experimentado os problemas das cidades modernas, como a corrupção, opressão e violência.
Logo cedo na história bíblica surge a primeira cidade estabelecida por Caim com o nome de Enoque em homenagem a seu primeiro filho, como relatado em Gênesis 4:17. Mais uma vez a cidade é citada no livro de Gênesis 11:4, quando o povo edificou uma grande torre cidade conhecido na história bíblica. Tanto no Antigo como no Novo testamento essas cidades eram marcadas por grandes líderes. Os desafios, no entanto, dos profetas bíblicos da cidade era bater de frente com esses governantes. Como relação a sua localidade, a “maior parte de cidade/estado estava na planície. O interior montanhoso ainda era espessamente coberto de florestas e muito pouco povoado” (BRIGHT, p. 152, tradução nossa)
A primeira menção sobre cidade na Bíblia foi a qual Caim fundou, com o nome de Enoque. Caim era um assassino, Deus puniu por um banimento, ele saiu andando pelo planeta. Ele foi o primeiro prefeito no mundo. A cidade é o oposto do jardim do Edem. A próxima cidade foi Sicar, que segue o mesmo principio da cidade de Enoque. O desejo de Deus é que o homem se espalhasse. Mais uma vez o homem se rebelava. No jardim é o lugar onde o homem ouve a Deus. A célebre Torre de Babel foi uma tentativa de concentração urbana, não aprovada por Deus. Ele queria que os homens se multiplicassem, enchendo a Terra. Ferreira Dam (1990 p.139) vê a evolução das cidades em várias etapas. Babel era a cidade de muitas línguas, pentecoste é o local onde cada um fala em sua língua. Pentecostes ouviram na sua própria língua de uma verdade só mais expressada em muitas línguas. A igreja precisa se abrir ao debate ao dialogo. A cidade é um lugar onde o ser humano vive isolado. Um lugar de competição e vai se tornar um lugar de comércio. O escritor Ed René Kivitz fez a seguinte reflexão de que a cidade é a grande obra do homem e a sua edificação é o símbolo do homem, pois, uma vez expulso do jardim ele edifica uma cidade para si, mas sua edificação opõe-se a onipotência de Deus. Gênesis representa o Jardim, planejado por Deus e seu contraponto é a Torre de Babel, construída pelos homens.
Babilônia era a maior cidade no centro mesopotâmio, localizada no rio Eufrates. De acordo com Hilário Junior (1976) sua riqueza e prosperidade estavam sobre toda a região da mesopotâmia, Judéia e Assíria. Com a queda dos reinados sumérios, este povo cresceu e se tornou o maior império da época. Ela se tornou a maior metrópole do mundo no século XVI a.C.
O autor Roberto Linthicum (1990, p. 140) em sua reflexão sobre o significado das cidades afirma que ela “é campo de batalha entre Deus e Satanás e Ele se preocupa com o bem estar da cidade [...] Muito da atividade redentora de Deus centraliza-se nas cidades [...]” Ele contribui dizendo que Deus “permitiu que Israel construísse cidades (Am 9.14); em Canaã, em meio às cidades tomadas, Deus determinou que houvesse “cidades de refúgio” (Nm 35:11).”